sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Resumo de Janeiro - Parte B



Por que eu falei em parte A e parte B ao invés de parte 1 e parte 2? Não sei.

Mas vamos ao que interessa, as coisas que vi nesse mês de Janeiro:

Filmes

* Arrume Um Emprego - 2016 (Comédia)
 Um filme bobinho, porém com umas reflexões bacanas para a nossa geração que anda meio perdida em relação a essa coisa de carteira assinada/concurso/emprego.
  Bônus: Tem a Anna Kendrick (assisti por ela, inclusive, mas o papel dela é bem secundário e quase sem importância narrativa)

* A Escalada - 2017 (Aventura/Comédia - Filme Francês)
  O filme é baseado em fatos reais e é incrível. Eu adoro filme francês então minha opinião tende a ser parcial nesse quesito, mas o filme é realmente muito bom. Ele conta a história de um cara que disse que ia escalar o Everest pra provar pra moça que gosta que ele está disposto a assumir um compromisso. E ele foi mesmo escalar o Everest, sem nunca ter escalado nada na vida. O filme mostra um pouco do subúrbio da França, "o bairro dos estrangeiros", e também um pouco da cultura Nepalesa.
   Curiosidade: No filme, o personagem principal é negro e vem de Senegal. Na vida real ele é branco e argentino.

* Twinsters - 2015 (Documentário)
   Um dia eu estava no Facebook e vi um post que falava sobre essas duas irmãs, e então resolvi assistir ao documentário, indicado num comentário do mesmo post. Ele é bem estilo vídeo de YouTube, porque Samantha era mesmo uma Youtuber, e achei bem legal assistir dessa forma. Anaís, que cresceu na França e morava na Inglaterra, é a irmã gêmea perdida de Samantha, que cresceu nos EUA. As duas são da minha idade, e desde criança eu adoro assistir coisas com pessoas da minha idade, hahaha. As duas foram separadas no nascimento e nenhuma das duas famílias adotivas foram informadas da existência de uma irmã gêmea, até porque as duas foram parar em agências diferentes de adoção na Coréia do Sul. A história é quase surreal e muito bonitinha, mostra elas se conhecendo e formando um relacionamento de irmãs, adotando as famílias adotivas uma da outra e passando pelos desafios da adoção em si.

* O Rei da Polca - 2017 (Comédia)
  Fala de um polonês que emigrou para os EUA e, lá, começou uma banda de Polca e depois um esquema de pirâmide que enganou vários idosos. É baseado em fatos reais. Eu achei muito divertido e a atuação do Jack Black como o surreal Jan é bem legal. Assisti esse filme num dia que estava caçando qualquer coisa pra assistir na Netflix, e ele é meio que um filme assim, pra relaxar e descansar a cabeça mesmo.

* Step Sisters - 2017 (Comédia)
  Filme para adolescentes, mas adoro, hahaha. Apesar disso, trata de questões de racismo, apropriação cultural e movimentos sociais dentro de faculdades americanas e te leva a refletir sobre isso tudo.
  Bônus: tem a Eden Sher (de The Middle)

Séries:

* Lovesick (3ª Temporada)
Love Sick é uma sitcom muito legalzinha que tem escondida na Netflix. Essa terceira temporada achei que nem ia sair, porque uma das personagens principais é também uma das principais em The Good Doctor, que começou recentemente. Fazendo esse post eu quase não lembrava mais do que tinha acontecido, acho que em parte porque foi literalmente uma das primeiras coisas que vi em 2018, mas também porque a série não é assim, tão marcante. Vou continuar assistindo porque é muito divertidinha, mas se você procura algo que te impacte, nem que seja como Friends e How I Met Your Mother, talvez ela não seja a série certa pra você.

* Dirk Gently (2ª Temporada)
  Eu estou torcendo muito para que a Netflix compre essa série, que foi recentemente cancelada pela BBC. Mesmo pra quem não conhece Douglas Adams, ela é incrível, com um roteiro muito diferente de tudo a que estamos acostumados quando se trata de séries de aventura/fantasia. Dirk é muito fofo, a amizade mostrada na série é linda, e uma das minhas coisas preferidas é que a personagem mais badass é mulher e negra. Além disso tudo, a série é muito engraçada também.

* How To Get Away With Murder (3ª Temporada)
  Um dia estava assistindo The Voice, na Sony, quando tomei um baita de um spoiler no que aconteceria nessa temporada. Quase não assisti, enrolei até não resistir mais! E, ainda assim, torcia pra ser um spoiler falso, mesmo não tendo sido. A série é brilhante porque o roteiro é interessante, mas também pela atuação de Viola Davis, que merece todos os prêmios que ela já tem na vida e todos mais que venha a ser indicada.

* Rita (1ª a 4ª Temporada)
  Acabei bem no dia 31, porque comecei a assistir na penúltima semana do mês. E assisti as 4 temporadas em 4 dias. Eu acho até difícil explicar o que significa Rita, mas vou tentar. É uma série dinamarquesa, e é legal a gente sair um pouco da tradição de séries americanas e britânicas. Rita é uma professora incrível, que nasceu pra isso. Mostra também a vida pessoal da personagem, o que te faz entender mais o porquê dela ser como é. Quando você acha que não tem mais onde explorar a série, vem a quarta temporada e quebra toda a sequência, muda tudo e continua incrível, ou até mais. São 32 episódios que saíram até o momento, e você deveria muito assistir.

* Star Trek - Discovery (1ª Temporada, alguns episódios)
  Apesar de já estar no ar há já algum tempo, começamos a assistir em outubro e até hoje não terminamos. E não é porque a série é ruim, mas simplesmente ainda não terminamos, espero que em fevereiro a gente resolva isso. A série tem uma essência Trekker incrível, e, apesar de moderna, ainda tem muitos elementos clássicos. Eu vou falar dela com calma quando de fato acabar a temporada, mas eu já amo.

* The Good Doctor (1ª Temporada, alguns episódios)
  Netflix me acostumou mal e eu nem sei como sobreviver assistindo um episódio por semana, mas pelo dr. Shaun Murphy vale à pena demais! Dá pra ver a produção de House ali no meio, mas é uma série única e maravilhosa. Freddie Highmore é incrível, o elenco todo é! As histórias de cada episódio te fazem ou ficar bem triste, ou bem feliz, e a gente fica torcendo demais para o Shaun se dar bem na residência e na vida. É linda essa série, eu amo essa série!

* The Good Place (2ª Temporada, alguns episódios)
   Foi a Netflix que me acostumou mal, mas ela mesma lança séries com episódios semanais. Apesar da segunda temporada não ter mais o choque principal da primeira, ela continua muito divertida. E, enquanto você ri, você pensa sobre uma pá de coisas também.

Janeiro foi bem cheio de coisas, mas é mês de férias, né, vamos ver se consigo manter o ritmo agora que elas acabaram.
 


quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Resumo de Janeiro - parte A


Lá no "Naquele livro da estante" eu estava fazendo umas resenhas de livros que eu estava gostando bastante. Mas eu não consigo mais fazer naquele estilo por um milhão de fatores, então resolvi fazer um resumo de tudo que li e vi em Janeiro. Esse ano eu fiz algumas planilhas e estou gostando de anotar as coisas nela, até pra saber o que quero/preciso ver e ler ainda.

Quando fui fazer uma lista de livros e quadrinhos não lidos na minha estante, o total passou de 150 itens, fiquei impressionada, porque já li muita coisa que tem lá também. Então provavelmente 2018 essa lista não será zerada (até porque em maio tem o FIQ e tal), mas pretendo dar uma enxugadinha nela.

Estou tentando manter um ritmo de ler um livro de estilo diferente a cada vez, para poder variar também o que leio ao longo do ano. Não fiz isso em relação a filmes e séries.

Vamos lá, então! Coloquei tudo por ordem de leitura ou "assistido".

Livros e Quadrinhos

* Orgulho e Preconceito - Jane Austen - ed. Pé da Letra
   Eu já vi o filme umas quinhentas vezes. Um dia tive que ficar no shopping por muito tempo e não podia gastar a bateria do celular. Fui à Leitura pra comprar um livro e ficar lendo. Eu até já tinha uma edição em inglês, mas comprei assim mesmo. E, uau, ainda continuo amando o filme, mas o livro só mostr a genialidade que é Jane Austen. Ao mesmo tempo que você vê que é uma leitura de época, é como se fosse super atual tudo aquilo. E ela faz você refletir a todo tempo sobre a questão do orgulho e da questão do preconceito. Você passa a analisar essas duas palavras sob diversos ângulos e é aquele livro que você termina de ler e fica aquela sensação gostosa de ter lido uma obra-prima. Minha única ressalva foi quanto à edição mesmo, que, apesar da capa linda e páginas amarelas, estava cheia de erros de digitação e/ou gramática, o que fazia que eu saísse de dentro da história e de volta ao mundo real várias vezes.

* Turtles All The Way Down - John Green

   Quando vi o nome em português para esse livro eu fiquei arrasada, porque achei a tradução de mau gosto. Fica um duplo sentido horroroso e eu pensei em traduções melhores. Lendo o livro, porém, vi que tinha mesmo que ser "Tartarugas Até Lá Embaixo", pra fazer sentido dentro da história. Ganhei a edição em inglês por pedido meu e isso foi até legal, porque comecei a ler John Green nos EUA e todos os meus livros dele são na língua original. Uma das críticas constantes às obras de John Green é que ele sempre relata jovens com algum problema sério e um romancezinho em que tudo dá certo no fim. Isso nunca foi um problema pra mim, até porque, na verdade, a maior parte das suas histórias não terminam em final feliz, ou não no final feliz que gente como eu esperaria ter.
   Aza é uma personagem muito paupável, você sente as aflições do TOC junto com ela. Você está dentro da mente dela o tempo todo. John Green faz um favor à literatura, sempre mostrando personagens adolescentes inteligentes, críticas, reais. O livro também é cheio de referências nerds, como a fanfic de Star Wars que Daisy, a melhor amiga de Aza, escreve, dentre outras. O meu livro preferido do autor ainda continua sendo O Teorema Katherine, mas Turtles All The Way Down com certeza ocupa um segundo lugar quase empatado.

* Perelandra - C.S. Lewis
   Tem muitos anos desde que eu li "Além do Planeta Silencioso", então eu lembrava de muita pouca coisa da história. O início do livro é bem arrastadinho, apesar de já conseguir identificar um pouco do traço narrativo característico de Lewis. Depois de um tempo, a história começa a ficar muito mais interessante, e todas as batalhas, sejam externas ou internas, são muito vivas. Na trilogia espacial Lewis usa o cristianismo de forma muito mais clara do que em Nárnia, mas ainda assim o faz de maneira a nos fazer questionar e refletir sobre tudo que envolve a crença e o mundo. A natureza é descrita de forma maravilhosa, um dos aspectos que mais gosto quando leio livros dele. Agora falta um livro para eu acabar a trilogia que ganhei de presente há anos, hahaha. Mas eu tenho disso de ler um livro quando ele me chama atenção na estante.

* Persépolis - Marjane Satrapi
   Essa coletânea de quadrinhos tem dois trunfos principais: uma protagonista mulher e estrangeira. Estou tão acostumada a ler ou quadrinhos americanos ou quadrinhos nacionais, que foi uma experiência muito interessante ler algo completamente fora dos dois mundos. Foi um choque de cultura sem nem mesmo ter ido para fora. A guerra do Irã foi algo que eu vi apenas nas aulas de história, e nem mesmo lembrava direito o que era. Pelos olhos da Marjane eu vi a guerra no ponto de vista de uma jovem iraniana, de uma família bem progressista. Os preconceitos que ela viveu quando exilada na europa, os julgamentos dentro de sua terra natal. Não é à toa que esse livro, essa história, tem tanto reconhecimento.

* Cerulean - Catharina Baltar
   Em 2016 e 2017 eu apoiei muitos poucos Catarses, por falta de recursos mesmo. Mas eu me lembro de ler a sinopse desse projeto e simplesmente não ter resistido. Que traço lindo, e a história parecia muito interessante! Li e gostei mesmo, uma historinha simples, ao mesmo tempo que fantástica, e muito agradável aos olhos. Adorei a língua própria do amiguinho de Cerulean (que, inclusive, tem esse nome por causa do tom de azul ^^).

* Marceline e as Rainhas do Grito - Gran, Moore
   Eu adoro edições de quadrinhos independentes ou fora do mainstream dos quadrinhos (a hipster!). Quandro comprei esse em algum FIQ ou CCXP da vida, foi o mais próximo do mainstream que cheguei, hahaha. Gostei muito da história porque adoro Hora da Aventura e Marceline é uma das minhas personagens favoritas, mas ainda não é o tipo de coisa que gosto de ler. Eu gosto de jogos de videogame de criança e gosto de quadrinhos fofinhos. Acho que consegui entender/aceitar isso esse ano, rs. Mas tudo bem também, porque o marido adora os quadrinhos tradicionais, então a gente se complementa nisso aí.

* Turma da Mata - Muralha (Fujita, Cruz, Calil); Penadinho - Vida (Paulo Crumbim, Cristina Eiko); Louco - Fuga (Rogério Coelho); Piteco - Ingá (Shiko)
  Das Graphic MSPs que nós temos, faltavam ler esses aí. Na verdade, eu já tinha lido Louco e só fui lembrar depois que já estava lendo. E como a história é linda e o traço maravilhoso, continuei lendo. Penadinho - Vida, deve ser a minha favorita dessas três restantes. O roteiro é lindo e o traço encantador. Os desenhos de Turma da Mata - Muralha e de Piteco - Ingá, são incríveis, assim como as cores de ambos. Você quase que pode ler as histórias só de olhar esses dois aspectos. Os roteiros também são excelentes, ambos um pouco mais políticos que as outras histórias da série. Agora só nos resta comprar nossas MSPs atrasadas, além das que vão lançar esse ano (#VemHorácio).

No próximo post vou falar dos filmes e séries que vi esse mês.