Quando fui fazer uma lista de livros e quadrinhos não lidos na minha estante, o total passou de 150 itens, fiquei impressionada, porque já li muita coisa que tem lá também. Então provavelmente 2018 essa lista não será zerada (até porque em maio tem o FIQ e tal), mas pretendo dar uma enxugadinha nela.
Estou tentando manter um ritmo de ler um livro de estilo diferente a cada vez, para poder variar também o que leio ao longo do ano. Não fiz isso em relação a filmes e séries.
Vamos lá, então! Coloquei tudo por ordem de leitura ou "assistido".
Livros e Quadrinhos
* Orgulho e Preconceito - Jane Austen - ed. Pé da Letra
Eu já vi o filme umas quinhentas vezes. Um dia tive que ficar no shopping por muito tempo e não podia gastar a bateria do celular. Fui à Leitura pra comprar um livro e ficar lendo. Eu até já tinha uma edição em inglês, mas comprei assim mesmo. E, uau, ainda continuo amando o filme, mas o livro só mostr a genialidade que é Jane Austen. Ao mesmo tempo que você vê que é uma leitura de época, é como se fosse super atual tudo aquilo. E ela faz você refletir a todo tempo sobre a questão do orgulho e da questão do preconceito. Você passa a analisar essas duas palavras sob diversos ângulos e é aquele livro que você termina de ler e fica aquela sensação gostosa de ter lido uma obra-prima. Minha única ressalva foi quanto à edição mesmo, que, apesar da capa linda e páginas amarelas, estava cheia de erros de digitação e/ou gramática, o que fazia que eu saísse de dentro da história e de volta ao mundo real várias vezes.
* Turtles All The Way Down - John Green
Quando vi o nome em português para esse livro eu fiquei arrasada, porque achei a tradução de mau gosto. Fica um duplo sentido horroroso e eu pensei em traduções melhores. Lendo o livro, porém, vi que tinha mesmo que ser "Tartarugas Até Lá Embaixo", pra fazer sentido dentro da história. Ganhei a edição em inglês por pedido meu e isso foi até legal, porque comecei a ler John Green nos EUA e todos os meus livros dele são na língua original. Uma das críticas constantes às obras de John Green é que ele sempre relata jovens com algum problema sério e um romancezinho em que tudo dá certo no fim. Isso nunca foi um problema pra mim, até porque, na verdade, a maior parte das suas histórias não terminam em final feliz, ou não no final feliz que gente como eu esperaria ter.
Aza é uma personagem muito paupável, você sente as aflições do TOC junto com ela. Você está dentro da mente dela o tempo todo. John Green faz um favor à literatura, sempre mostrando personagens adolescentes inteligentes, críticas, reais. O livro também é cheio de referências nerds, como a fanfic de Star Wars que Daisy, a melhor amiga de Aza, escreve, dentre outras. O meu livro preferido do autor ainda continua sendo O Teorema Katherine, mas Turtles All The Way Down com certeza ocupa um segundo lugar quase empatado.
* Perelandra - C.S. Lewis
Tem muitos anos desde que eu li "Além do Planeta Silencioso", então eu lembrava de muita pouca coisa da história. O início do livro é bem arrastadinho, apesar de já conseguir identificar um pouco do traço narrativo característico de Lewis. Depois de um tempo, a história começa a ficar muito mais interessante, e todas as batalhas, sejam externas ou internas, são muito vivas. Na trilogia espacial Lewis usa o cristianismo de forma muito mais clara do que em Nárnia, mas ainda assim o faz de maneira a nos fazer questionar e refletir sobre tudo que envolve a crença e o mundo. A natureza é descrita de forma maravilhosa, um dos aspectos que mais gosto quando leio livros dele. Agora falta um livro para eu acabar a trilogia que ganhei de presente há anos, hahaha. Mas eu tenho disso de ler um livro quando ele me chama atenção na estante.
* Persépolis - Marjane Satrapi
Essa coletânea de quadrinhos tem dois trunfos principais: uma protagonista mulher e estrangeira. Estou tão acostumada a ler ou quadrinhos americanos ou quadrinhos nacionais, que foi uma experiência muito interessante ler algo completamente fora dos dois mundos. Foi um choque de cultura sem nem mesmo ter ido para fora. A guerra do Irã foi algo que eu vi apenas nas aulas de história, e nem mesmo lembrava direito o que era. Pelos olhos da Marjane eu vi a guerra no ponto de vista de uma jovem iraniana, de uma família bem progressista. Os preconceitos que ela viveu quando exilada na europa, os julgamentos dentro de sua terra natal. Não é à toa que esse livro, essa história, tem tanto reconhecimento.
* Cerulean - Catharina Baltar
Em 2016 e 2017 eu apoiei muitos poucos Catarses, por falta de recursos mesmo. Mas eu me lembro de ler a sinopse desse projeto e simplesmente não ter resistido. Que traço lindo, e a história parecia muito interessante! Li e gostei mesmo, uma historinha simples, ao mesmo tempo que fantástica, e muito agradável aos olhos. Adorei a língua própria do amiguinho de Cerulean (que, inclusive, tem esse nome por causa do tom de azul ^^).
* Marceline e as Rainhas do Grito - Gran, Moore
Eu adoro edições de quadrinhos independentes ou fora do mainstream dos quadrinhos (
* Turma da Mata - Muralha (Fujita, Cruz, Calil); Penadinho - Vida (Paulo Crumbim, Cristina Eiko); Louco - Fuga (Rogério Coelho); Piteco - Ingá (Shiko)
Das Graphic MSPs que nós temos, faltavam ler esses aí. Na verdade, eu já tinha lido Louco e só fui lembrar depois que já estava lendo. E como a história é linda e o traço maravilhoso, continuei lendo. Penadinho - Vida, deve ser a minha favorita dessas três restantes. O roteiro é lindo e o traço encantador. Os desenhos de Turma da Mata - Muralha e de Piteco - Ingá, são incríveis, assim como as cores de ambos. Você quase que pode ler as histórias só de olhar esses dois aspectos. Os roteiros também são excelentes, ambos um pouco mais políticos que as outras histórias da série. Agora só nos resta comprar nossas MSPs atrasadas, além das que vão lançar esse ano (#VemHorácio).
No próximo post vou falar dos filmes e séries que vi esse mês.

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